Ayvu Rapyta - Palavra Habitada
Somos um grupo de contadores de histórias
que tem como fio condutor as narrativas contadas e costuradas na roca do tempo das culturas.
Buscamos no prazer das leituras, habitar com sonho e magia no coração das pessoas.
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domingo, 22 de novembro de 2009

O Pará parou para ouvir histórias


“O que fala, semeia
- o que escuta, recolhe.”
Pitágoras


O Pará parou para ouvir histórias

Foi uma semana inteirinha de histórias semeadas na XIII Feira Pan-amazônica do Livro.
Em torno de meio milhão de visitantes passaram pela Feira em 2009. Desse bocado de meio milhão, foram muitos os que passaram pela cidade das artes e pararam para ouvir histórias.
Por assim dizer, o Pará parou para ouvir história nas vozes habitadas em Adrine, Ana, Cléa, Maiolina, Marçal, Paulo, Regina, Sônia e Vânia, muitas histórias saíram voando suaves e repletas de magia ... Histórias dos cinco cantos do mundo, Contos de Fada, Lendas Amazônicas, Fábulas, Histórias de Visagem, Literatura Infantil brasileira, Histórias Indígenas, Contos urbanos, Mitos amazônicos e Contos e poemas narrativos paraense. Histórias contadas, acima de tudo, com muito amor e por acreditarmos que contar histórias no mundo de hoje é efetivamente contribuir para, como disse Gaston Bachelard, “Habitar melhor o mundo”.

Quando o auto-falante anunciava: É hora de histórias! Era um corre-corre, um ajeita-ajeita, um pega almofada procurando um lugarzinho sossegado... Pssss! Silêncio! Quietos, atentos para as histórias encantadas, recontadas, semeadas ao vento e recolhidas nos vasos dos corações de crianças, jovens, adultos e até bebês ainda nas barrigas das mães, confirmando que não tem tempo e nem idade essa história de ouvir histórias.

Teve gente miúdinha com os olhinhos arregalados exclamando assustados que já tinham visto Matinta Perera e até alma penada, Já sim! E sem hesitação gritavam animadas: Eu acredito em fadas!

Teve também gente “jovem” de cabelo já todo branquinho e rugas na pele, sentado no chão de ouvidos bem atento, com um brilho de saudade nos olhos. Possivelmente uma nostalgia da voz que, a muito esquecida, tantas vezes o havia feito adormecer em uma infância já desbotada pelo tempo, e que o poder das histórias recontadas fez vibrar novamente com toda força e encher de felicidade o coração.

Cléa Palha

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