Ayvu Rapyta - Palavra Habitada
Somos um grupo de contadores de histórias
que tem como fio condutor as narrativas contadas e costuradas na roca do tempo das culturas.
Buscamos no prazer das leituras, habitar com sonho e magia no coração das pessoas.
www.ayvurapyta@gmail.com e também no facebook

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Foram muitos momentos alegres no 18 de abril...Havia um bocado de coisa para comemorar.

Ei meninozinho Caio???!!! Quantos livros você pode ler ao mesmo tempo????


Muito bem meninas!!! animaram a festa.... Anne e Eliana. A Anne inventou até a dança do Saci... e a Eliana prontamente aprendeu o passo...



Alguém se escondeu atrás da porta para ouvir histórias ...e não é que eu achei a coelhinha Anne bem encolhidinha... olha a cara de sapeca dessa menina!!!!


Eliana Barriga nossa fada Madrinha...Contando histórias saídas da bolsa de Tatu que ela anda desfilando por aí toda fashion



Vovozinha gansa (Eni) e mamãe gansa (Ana Selma) felizes com mais um livro que ganharam
Esses três vivem mesmo as histórias...Raimundo, Gabrieli e Caio

e essa bonequinha!!! Não é uma gracinha???? Ela esta lendo o pequeno "Pequeno Principe"

Esse menino tão pequenino já quer ser leitor!!! Nãoooo!!! o Caio já é um leitor.




Alguns instantes...


A vovó Joaninha e sua netinha Anne... Que coisa mais linda as duas...

Contadores em festa!







O nosso novo espaço de reunião esta sendo a Escola Estadual Visconde de Souza Franco e foi lá que no dia 18 nos comemoramos o ciclo de 1 ano de existência do Grupo Ayvu Rapyta.
Teve bolo, suco, frutas, docinhos, salgadinhos, tudo gostoso que só.
Teve criança ouvindo, lendo e contando estórias. Teve contador gente grande como o Raimundo Lima com sua "As seis palavras do coração", teve Paulo, Vânia, Ana Selma, Joana, Regina, Sônia, Eni, Maiolina, Adrine e Cléa com muitas histórias e poesias na boca, no corpo e na alma...
Agradecemos de todo o coração a presença da nossa Madrinha Querida, nossa Fada Madrinha Eliana Barriga. Nossa "Dindinha" deu de presente para os nossos ouvidos histórias que só ela sabe contar e a sua alegria e seu jeito maroto de estar. A troca de presentes não poderia ser outra coisa senão livros, livros, livros e livros.
Teve também, e não poderiam faltar, Gabrieli a sobrinha das irmãs Grimm, Anne a netinha da vovó Joaninha e Caio André o filhotinho da Mamãe Gansa. Foi tudo tão bom...

18 de abril ! Monteiro Lobato


Em homenagem ao nascimento de Monteiro Lobato (1882-1948), 18 de abril comemora-se o "Dia nacional do livro infantil".


O MUNDO ENCANTADO DE MONTEIRO LOBATO

QUANDO UMA LUZ DIVINAL
ILUMINAVA A IMAGINAÇÃO
DE UM ESCRITOR GENIAL
TUDO ERA MARAVILHA
TUDO ERA SEDUÇÃO
QUANTA ALEGRIA
E FASCINAÇÃO
RELEMBRO...
AQUELE MUNDO ENCANTADO
FANTASIADO DE DOURADO
OH! DOCE ILUSÃO
SUBLIME RELICÁRIO DE CRIANÇA
QUE AINDA GUARDO COMO HERANÇA
NO MEU CORAÇÃO

GLÓRIA A ESTE GRANDE SONHADOR
QUE O MUNDO INTEIRO DESLUMBROU
COM SUAS OBRAS IMORTAIS
VEJAM QUANTA RIQUEZA EXUBERANTE
NA ESCRITURA EMOCIONANTE
COM SEUS CONTOS TRIUNFAIS
COM SEUS PERSONAGENS FASCINANTES
NAS HISTÓRIAS TÃO VIBRANTES
DA LITERATURA INFANTIL
ENRIQUECEM O CENÁRIO DO BRASIL

E ASSIM...
E ASSIM
NESTE CENÁRIO DE REAL VALOR
EIS... O MUNDO ENCANTADO
QUE MONTEIRO LOBATO CRIOU

Escola de Samba Mangueira
Samba-enredo de 1967

A palavra continua habitada...

Ficamos algum tempo sem aparecer, motivo é que foram feitas algumas mudanças estruturais necessárias no grupo. Agora não estamos mais vinculados a SEMEC/SISMUBE, e também alguns contadores debandaram, outros se perderam no capoeiral e outros ainda foram para terras distantes..além da lenda... Contar e encantar por outras paragens...


O mais importante é que hoje, com mais de 1 anos de caminhada, nós que estamos no grupo, somos os que acima de tudo trabalham e acreditamos na perseverança como algo indispensável para o espírito humano escalar as mais altas montanhas, navegar pelos maiores oceanos e atravessar os mais obscuros bosques em busca do pote de ouro que guarda nossos sonhos mais preciosos. Carregamos sonhos em nossos olhos, histórias e poesia em nossas vozes e esperança em nossos corações e juntos com os contadores de história do mundo inteiro ouçamos o que disse Gaston Bachelard : "Vamos habitar melhor o mundo". Com a minha, com a tua, com a nossa...Palavra habitada.

Cléa Palha

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Aniversarau - Rita Melém

No dia 17 de dezembro de 2008 ocorreu no Teatro Experimental Waldemar Henrique o "Aniversarau", onde festejamos a nova idade da poeta paraense Rita Melém e o lançamento do seu livro "Portapalavras". Foi uma noite inesquecível, marcada por poesia, dança, encatamento, emoções, alegrias. Em homenagem a essa grande poeta e amiga do grupo, aí está um dos vídeos dos contadores ensaiando a "apresentação - presente" para o Anivesarau!!

Celebrando a chegada do Ano Novo

Drummond nos presenteia de uma forma tão poética com uma lição não só para esse momento, mas para a vida...

RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?)

Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumadas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade

O primeiro ano de Ayvu rapyta

Uma ligação no mês de fevereiro de 2008 deu novos rumos a minha vida. Este ano que se encerra iniciou meio que incerto, um novo ciclo começava, e o que podemos esperar disso? Novidades! Devo confessar que sempre relutei a mudanças, às vezes pareço um velho antiquado disfarçado de jovem. Com as mudanças em minha vida me fechei em mim mesmo, e de certa forma isso foi bom, pois me encontrei com o meu eu, e assim pude identificar de uma forma menos dolorosa e difícil, minhas limitações, minhas potencialidades e necessidades. Pronto aí estava à chave para saber lidar com o novo.
Fazia muito tempo que a contação de histórias estava de lado em minha vida, como um brinquedo que largamos no canto do quarto, ou porque não gostamos ou por necessidade, na verdade, prioridades, que se refletirmos bem, nem são tão prioridades assim... O tempo, este bendito tempo fez com que eu deixasse a literatura da voz de lado. E então logo vi que essa era uma das minhas principais necessidades, uma necessidade da alma. E então aquela ligação de Andréa Cozzi, me convidando para um encontro de educadores e contadores no bosque, mudou tudo. Que felicidade, nunca vou me esquecer daquele dia chuvoso, típico da nossa terrinha abençoada. Lá estava para se iniciar uma nova história, que mudou a minha vida. Lá educadores da rede municipal de ensino se reuniram para levar a contação a suas escolas e fazer disseminar a literatura da voz e todas as suas possibilidades.
E aí foi indo e indo... Nasce o Ayvu rapyta por entre os sábados ensolarados e chuvosos do bosque, tornando aquele local ainda mais bonito e especial.
Fazer parte desse grupo, dessa história, é um prazer para mim. Sinto-me muito feliz a cada reunião, a cada apresentação; ao ver os olhinhos das crianças brilhando com os contos de fada, mordendo os lábios de medo com as histórias saídas das linhas do Walcir, sorrisos tímidos aparecendo após a declamação de poemas. Tudo é tão encantador; momentos que alimentam a nossa alma e que nada paga. Um trabalho que nos dá forças para levar a vida nesse “mundo grave” que anseia por poesia.
Neste fim de ano só tenho a agradecer pelo nascimento do grupo de contadores de histórias Ayvu Rapyta, a todos os integrantes que ajudaram a construir essa história, a todos que nos apoiaram e nos apóiam a todos que visitam nosso blog e compartilham conosco desse amor pela arte, pela palavra falada, habitada em cada um de nós. Que em 2009 esse amor só faça crescer, transbordar e habitar em mais e mais corações!!!

Rodrigo Grilo.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Dando mais um ponto...

ÁFRICA

África dos tambores
Das dores e das cores
África da savana, do deserto e da floresta

África, que força é esta?

Estás em todo lugar.
Em meu paladar, falar e meu cantar.

Estás dentro e fora de nós
Estás nos nós que precisamos desatar

África, que força é esta?

Será que tua força vem do maracatu ou do caruru?
Da Guiné, Egito ou Senegal?
Vem do que é novo ou do que na memória se planta?

África, que força é esta?
Ana Selma - integrante do Ayvu rapyta