Ayvu Rapyta - Palavra Habitada
Somos um grupo de contadores de histórias
que tem como fio condutor as narrativas contadas e costuradas na roca do tempo das culturas.
Buscamos no prazer das leituras, habitar com sonho e magia no coração das pessoas.
www.ayvurapyta@gmail.com e também no facebook

domingo, 30 de maio de 2010


A biblioteca da Dona Baratinha ...

O sonho de uma biblioteca não é um sonhozinho qualquer.
É um sonho daqueles bem grandes, sonho de amor, sonho que a gente nutre, algumas vezes, uma vida inteira... E se um dia ele vem a se realizar, o sonhador, ou sonhadora, é só emoção e alegria.

Eny Oliveira de Souza, a contadora de história de 75 anos de idade, é uma dessas sonhadoras de uma vida inteira.
“Dona Baratinha” tanto pediu, tanto cantou, tanto esperou, tanto sonhou com um espaço adequado para a leitura prazerosa dos alunos da Escola Municipal João Carlos Batista, que mesmo aposentada não deixou de sonhar e acreditar.

Como professora trabalhou, e continua trabalhando agora como contadora de história, em prol de uma educação de qualidade e igualdade onde crianças e jovens tenham acesso à leitura e um espaço adequado para o ato de ler.

Sabemos que as escolas públicas em nosso país são freqüentadas por crianças e jovens desfavorecidos, que vem de famílias sem condições financeiras para investir nesse objeto de transformação poderoso que é o livro. E eventualmente quando sobra um trocadinho, o livro quase nunca é lembrado como presente para os filhos. Como se esse mundo não fossem para eles, e isso, trata-se de uma proibição social histórica em nosso país. São muitos os obstáculos para chegar um livro na mão de uma criança pobre. E a ausência física de livros e uma grande desvantagem na vida de uma criança, de um jovem, de um cidadão.

Eny, é uma dessas tantas que acredita na força de transformação da leitura.
Ela sabe que nesse objeto pequenino que chamamos livro, cabem todos os universos.

Valeu e vale a pena acreditar e sonhar, pois dia 29 de Maio de 2010 foi inaugurada a biblioteca da Escola João Carlos Batista, que leva o nome da integrante do grupo Ayvu Rapyta: Eny Oliveira de Souza, a nossa muito querida e estimada “Dona Baratinha”.

Agora Dona Baratinha muito faceira, mudou até o rumo de sua história. Depois de despachar todos os pretendentes que não gostavam de ler, ela ainda bateu o pé, digo, as perninhas, e só casa com o Dom Ratão se o casamento acontecer em uma biblioteca e também se ele prometer levar um livro toda semana pra casa. Será que esse amor vai ser selado por um livro???

CléaPalha

domingo, 22 de novembro de 2009



Feliz Ano Novo!
Felicidade é o que se
Espera
Logo que o novo ano se
Inicia
Zelar por ela é necessário.

Amor, paz...
Nunca se pede tanto e com tamanha força.
O que se espera:que aconteça.

Novamente sonhar, desejar
Ousar querer de novo.
Voltar ao ponto de partida
Outra vez apenas querer: VIDA!

(Ana Selma Cunha)
Postado por Moça Tecelã às 15:59

O Pará parou para ouvir histórias


“O que fala, semeia
- o que escuta, recolhe.”
Pitágoras


O Pará parou para ouvir histórias

Foi uma semana inteirinha de histórias semeadas na XIII Feira Pan-amazônica do Livro.
Em torno de meio milhão de visitantes passaram pela Feira em 2009. Desse bocado de meio milhão, foram muitos os que passaram pela cidade das artes e pararam para ouvir histórias.
Por assim dizer, o Pará parou para ouvir história nas vozes habitadas em Adrine, Ana, Cléa, Maiolina, Marçal, Paulo, Regina, Sônia e Vânia, muitas histórias saíram voando suaves e repletas de magia ... Histórias dos cinco cantos do mundo, Contos de Fada, Lendas Amazônicas, Fábulas, Histórias de Visagem, Literatura Infantil brasileira, Histórias Indígenas, Contos urbanos, Mitos amazônicos e Contos e poemas narrativos paraense. Histórias contadas, acima de tudo, com muito amor e por acreditarmos que contar histórias no mundo de hoje é efetivamente contribuir para, como disse Gaston Bachelard, “Habitar melhor o mundo”.

Quando o auto-falante anunciava: É hora de histórias! Era um corre-corre, um ajeita-ajeita, um pega almofada procurando um lugarzinho sossegado... Pssss! Silêncio! Quietos, atentos para as histórias encantadas, recontadas, semeadas ao vento e recolhidas nos vasos dos corações de crianças, jovens, adultos e até bebês ainda nas barrigas das mães, confirmando que não tem tempo e nem idade essa história de ouvir histórias.

Teve gente miúdinha com os olhinhos arregalados exclamando assustados que já tinham visto Matinta Perera e até alma penada, Já sim! E sem hesitação gritavam animadas: Eu acredito em fadas!

Teve também gente “jovem” de cabelo já todo branquinho e rugas na pele, sentado no chão de ouvidos bem atento, com um brilho de saudade nos olhos. Possivelmente uma nostalgia da voz que, a muito esquecida, tantas vezes o havia feito adormecer em uma infância já desbotada pelo tempo, e que o poder das histórias recontadas fez vibrar novamente com toda força e encher de felicidade o coração.

Cléa Palha

sábado, 21 de novembro de 2009

XIII FEIRA PAN-AMAZÔNICA PARTE I

sábado, 31 de outubro de 2009

domingo, 25 de outubro de 2009

Ayvu na Escola João Batista




A Escola Municipal Deputado João Carlos Batista recebeu a nossa visita na comemoração do Folclore. Foi uma manhã de troca de olhares, risos e conquistas entre as crianças, adultos e as contadoras. Após o momento de contação, as crianças queriam nos tocar, como a conferir se éramos seres encantados ou pessoas comuns. Ainda mundiadas pelas histórias ouvidas e se sentindo à vontade, chegaram a narrar historias e parlendas que estavam guardadas em suas memórias.

terça-feira, 13 de outubro de 2009



"Mãe da terra, mãezinha, ajuda a cuidar..." (almirzinho Gabriel)
Que a mãe de Jesus e nossa, nos abençoe, hoje e sempre.
VIVA A NOSSA SENHORA DE NAZARÉ!!!!!!
VIVA!VIVA!VIVA!!!!